Países do G7 rejeitam exigências de pagamento de gás russo em rublos

Os países que fazer parte do G7 afirmaram na última segunda-feira (28) que os pagamentos relativos ao gás Russo só pode ser feito através da moeda rublos, mostrando que o presidente russo não tem escolha sobre a forma de pagamento do insumo.

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“Todos os ministros do G7 concordaram que esta é uma clara violação unilateral dos contratos existentes (…) o que significa que o pagamento em rublos é inaceitável”, Afirmou o ministro alemão, Robert Habeck, em reunião com o grupo G7.

Durante uma coletiva jornalística, o ministro alemão afirmou que os membros do bloco decidiram por não pagar o gás russo com a moeda rublos.

“É evidente a tentativa de Putin de nos dividir, mas não seremos divididos e a resposta dos países do G7 é clara: os contratos serão respeitados”, disse o ministro da Alemanha Habeck.

Na última semana, o presidente da Rússia Vladimir Putin, informou que não aceitará mais o pagamento do gás ou petróleo na moeda norte americana ( dólar) ou mesmo euro, os pagamentos devem ser feito apenas por Rublos.

Essa medida do Kremilin, aconteceu após a União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e aliados, anunciar diversas sanções sobre a Rússia por conta da guerra na Ucrânia. Afetando diversas oligarcas e empresas do setor energético.

Segundo Habeck, “a Rússia não é um fornecedor de energia confiável”, basicamente “porque com suas ações na política mundial contribuiu decisivamente para uma perturbação global da paz e da ordem”.

“Pedimos às empresas afetadas que não respondam ao pedido de Putin”, disse o ministro da Alemanha, que preside o conselho do G7 em 2022- grupo formado pelos 7 países mais ricos do mundo.

A Rússia, em contrapartida, contestou, as lideranças do G7, acrescendo que não fará “caridade”. “A Europa não quer pagar o gás em rublos? Certamente a Rússia não distribuirá seu gás de graça, não faremos caridade”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Pesko, de acordo com a agência Tass.

“O fato de não fornecermos gás de graça”, declarou Peskov, “é quase impossível e desejável envolver-se em filantropia pan-europeia” na situação atual da Rússia.

Questionado sobre a decisão da Europa de se recusar a pagar o gás russo em rublos, um porta-voz russo enfatizou que eles “resolveriam o problema o mais rápido possível”.

 

 

 

 

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